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REPÚBLICA DAS IDÉIAS

 A História da República     

Livro 1 - A Revolta das Videiras

Havia monstros, ameaça de peste, os campos plantados não correspondiam em frutos. Tempos de seca, nepotismo, revoltas internas, feudalismo.

A pena não vencia a espada. E a espada era cega. Lâmina sem direção e sem corte. Não sangrava, apenas lembrava seu peso nos ombros de seus vassalos.

Tempos de cólera e risos falsos. Havia anões corcundas de passos rápidos, seres hidrocefálicos, mula sem cabeça, alfaiates de tecidos invisíveis. Os reis andavam nus. Escravos da sua própria vaidade, reféns em uma sala de espelhos de parque de diversões.

No palácio real, a corte conhecia apenas as salas principais. Os labirintos, as passagens secretas e os ratos bem alimentados eram privilégio apenas dos seus moradores.

Focos revoltosos em todos os cantos do território. Livres pensadores se reuniam secretamente e irrigavam com vinho as sementes das suas idéias libertárias. Em julho de 2002, em uma taberna no Boulevard Saint Cecille, três líderes revolucionários traçam os planos para a criação de um novo país. Silenciosamente, se inicia a Revolta das Videiras.

Livro 2 - A Proclamação da República

Enquanto uma de suas lideranças era mantida em cativeiro, o alto comando Republicante encontrava-se no sítio histórico do Seival, onde as tropas caramurus e farroupilhas se enfrentaram em 1836. Neste local, foram traçadas as estratégias e táticas definitivas para a grande libertação.

Os combates prosseguiram em diversas frentes. A diplomacia Republicante já se fazia ouvir nos altos escalões do governo aristocrata. Mas as negociações de paz foram ignoradas pelos conservadores, gestos de boa-fé foram menosprezados pela nobreza, as aspirações do povo continuaram a ser encaradas como subversão à ordem vigente.

Quando os monarquistas - pelo melhor armamento e maior poderio econômico - julgavam ter subjugado os revoltosos, as forças Republicantes - num levante heróico e histórico - atacaram ferozmente as tropas imperialistas, impingindo uma devastadora derrota moral e física ao inimigo.
Aos Republicantes vencedores, o sentimento inigualável de que nada é impossível para quem sonha ao lado da verdade, da honra e da liberdade.

No dia 6 de janeiro de 2003, às margens da Ipiranga, Flávio Vaz Brasil, Henrique Santini e Lucas Levitan proclamaram a República das Idéias.